quarta-feira, 2 de abril de 2014

Autismo: conhecendo pra conviver.


O dia 02 de abril foi o dia escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para ser o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.
 
De acordo com estimativas da ONU, mais de 70 milhões de pessoas em todo o mundo possuem algum Transtorno do Espectro Autista. No Brasil, e por consequência no Maranhão, não existe um levantamento oficial, mas acredita-se que existam cerca de dois milhões de pessoas com TEA no país.

Mesmo com esse número, o autismo ainda é um transtorno pouco conhecido e menos divulgado ainda.

Mas o que exatamente é o autismo?

É uma síndrome que afeta o desenvolvimento de uma pessoa em três importantes áreas que são: comunicação, socialização e comportamento. Ou seja, a criança desde cedo tem dificuldade em se relacionar com os outros e costuma ter um comportamento mais individual. O que não significa dizer que ela não compreenda o que está acontecendo ao redor dela.

Quais as causas?

Existem várias e diversificadas hipóteses em relação ao por que desse transtorno. Desde traumas nos primeiros meses de vida a crianças organicamente predispostas onde um trauma emocional iniciou a desordem. Mas nenhuma das hipóteses foi confirmada.

Como ter o Diagnóstico?

Como em qualquer patologia, os casos mais graves são mais facilmente identificáveis. Há, no entanto, crianças autistas que apresentam desenvolvimento motor normal, ao mesmo tempo em que se comportam de forma estranha e inadequada. Algumas não suportam o contato físico, carinhos e abraços, mesmo por parte dos pais e familiares.

O importante é saber, principalmente para fins terapêuticos, se a criança está impossibilitada ou não de se relacionar.

Assim que perceber que a criança não está falando, ou se relacionando de uma maneira convencional, o melhor a fazer é procurar de ajuda para esclarecimentos, pois quanto mais cedo se iniciar um tratamento, melhor o prognóstico.

Quais as características mais comuns?

O autismo é um estado que sempre existiu, em todas épocas e culturas, mas somente nos anos 40 do século passado os médicos Leo Kanner e Hans Asperger identificaram o autismo. Foi a partir dos estudos deles que várias outras pesquisas foram realizadas sobre o autismo. Assim, os autistas hoje podem ser reconhecidos por algumas características, que podem se apresentar conjunta ou isoladamente:

·         Isolamento mental – daí o nome autismo – que exclui, e ignora o eu vem do mundo externo;

·         Possuem uma insistência obsessiva na repetição, com movimentos e barulhos repetitivos e estereotipados;

·         Costumam adotar rituais e rotinas;

·         Têm fixações e fascinações altamente direcionadas e intensas;

·         Apresentam escassez de expressões faciais e gestos;

·         Não olham diretamente para as pessoas;

·         Têm uma utilização anormal da linguagem;

·         Apresentam boas relações com objetos;

·         Apresentam ansiedade excessiva;

·         Não adquirem a fala ou perdem a anteriormente adquirida (se não houver algum tipo de tratamento).

Qual o melhor tratamento?

É impossível a indicação do “melhor tratamento”, pois cada caso de autismo é diferente do outro, e um método de tratamento poderá funcionar ou não com aquele autista. O mais importante é que toda a família esteja disposta a participar e a desenvolver diariamente o tratamento escolhido.

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